Caso Maria Clara: suspeitos são investigados por possível interesse por nazismo e necrofilia

Jovem foi morta e concretada em Belo Horizonte

MIDIAMAX/GUSTAVO HENN


O caso Maria Clara, jovem que foi morta e concretada em Belo Horizonte, ganhou novas nuances com investigações dos suspeitos do crime. Além da possível motivação estar relacionada a pagamento de dívida e assédio praticado por um dos homens, elementos como nazismo e necrofilia entraram em cena e deixaram o caso ainda mais complexo.

Segundo informações, o primeiro suspeito, ex-colega de trabalho da vítima, a atraiu com a promessa de sanar uma dívida de R4 400. Ele também já havia assediado a jovem, que o rejeitou. As autoridades investigam se o ressentimento e o início de um novo relacionamento de Maria Clara motivaram o crime.

“Durante as investigações, também descobrimos que a vítima já havido sofrido assédio sexual por parte do ex-colega de trabalho e não teria correspondido às investidas. Além disso, no dia 6 de março, ele teria encontrado com a vítima em um bar e tomado conhecimento de que ela estaria namorando, o que teria lhe deixado com muita raiva', disse o delegado Alexandre Oliveira Fonseca, responsável pelas investigações do caso Clara Maria.

Já o segundo suspeito, amigo do primeiro, teria ajudado a ocultar e concretar o corpo da jovem. Ele também teria interesse por nazismo e necrofilia, fazendo citações nazistas e uso de expressões alemãs, conforme as investigações. Maria Clara foi morta no domingo, por volta das 23h, mas só foi concretada na segunda-feira a noite, o que levou a possibilidade de terem abusado do cadáver dela. “Eles tiveram um bom período para vilipendiar e abusar desse cadáver', afirmou o delegado.

No entanto, não há confirmação de violação sexual no corpo da jovem até o momento. Agora, a Polícia Civil de Minas Gerais investiga como esse contexto se relaciona com o crime e se contribuiu para a brutalidade do assassinato.

*Com informações da CNN