Laudo apontou que bebê morreu asfixiada enquanto era estuprada pelo pai em MS

Mãe da bebê foi indiciada por maus-tratos

IVI NOTíCIAS/MIDIAMAX/THATIANA MELO


A bebê de 1 ano e nove meses que morreu após ser estuprada pelo pai que acabou preso pelo crime, foi asfixiada, conforme o laudo que teve resultado na semana passada. O crime ocorreu no dia 8 deste mês. A mãe da bebê foi indiciada por maus-tratos.

Conforme o delegado Matheus Vital, o laudo foi conclusivo para os abusos como também pela morte por asfixia que teria ocorrido durante o estupro cometido pelo pai. Ainda conforme o delegado, não teve como confirmar se a bebê já havia sofrido abusos em datas anteriores.

O irmão da bebê foi acolhido pelo Conselho Tutelar. A bebê recebeu alta médica no dia 8 de julho e retornou ao município, por volta das 21 horas. No dia seguinte, morreu. 

O médico que atendeu a bebê no município onde o crime ocorreu afirmou aos policiais que comunicou a mãe sobre as lesões na pequena, as quais seriam de abuso sexual. Também, informou a mulher sobre a confirmação da morte da criança.

Conforme o médico, ele estava no corredor do hospital com a mãe da bebê quando o pai chegou. Nesse momento, ele comunicou a morte da menina ao rapaz, que não esboçou nenhuma comoção com a notícia, causando estranheza. 

O pai da bebê confessou o crime e relatou que ‘não resistiu’ ao abusar da filha que havia acabado de receber alta de um hospital de Campo Grande para tratamento de traqueostomia. 

No dia seguinte, ele disse que a filha ‘estava bem’ e que inclusive brincou com o irmão. Ele saiu para trabalhar e, quando estava no serviço, foi avisado pela assistente social que a bebê estava morrendo no hospital.

Quando chegou ao hospital, foi abordado pelos policiais e acabou confessando o crime.

Para os policiais, o estuprador alegou que cometeu o crime porque ‘já havia sido abusado quando criança pelo primo’. Ele disse que ‘não resistiu’ e abusou da sua filha, que veio a falecer com a violência sofrida, após ser socorrida no hospital.

Ele disse ‘estar arrependido’ e pediu por tratamento médico e psicológico.

Segundo o registro policial, a PM (Polícia Militar) foi acionada para ir até o hospital da cidade com a informação de que havia uma criança sem vida em decorrência de ato violento e que o suspeito estaria na unidade.

Assim, os policiais foram até o hospital e receberam a informação de que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) encaminhou a bebê e a mãe até a unidade. Além disso, os socorristas tentaram reanimar a bebê, mas ela não resistiu.

Após a constatação do óbito, os socorristas teriam encontrado lesões na bebê, e a Polícia Civil passou a investigar o caso. O pai da bebê confirmou o ato e foi preso, sendo encaminhado para a delegacia da cidade.

“A paciente foi internada em 28/06/2025 com infecção na traqueostomia, larvas, piolhos e pneumonia. Já usava traqueostomia e tinha histórico de dificuldade respiratória, convulsões e choque.

Durante a internação, ficou estável, respirando bem, comendo normalmente e sem febre após o início do tratamento. No dia 30/06/2025, passou por uma cirurgia para retirar as larvas e trocar a cânula da traqueostomia por causa de um estreitamento na traqueia.'

 identificou indícios de negligência dois dias antes de a pequena falecer. Ela foi vítima de estupro praticado pelo próprio pai. O homem, de 28 anos, está preso desde o dia 9 deste mês, quando o crime foi descoberto.