Condenado a mais de 21 anos por tráfico é expulso do Paraguai

Brasileiro tinha ordem de captura e foi entregue após prisão em operação

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Luis Carlos foi preso no dia 11 de abril, na fronteira com Ponta Porã. (Foto: Reprodução/ABC Color)

O brasileiro Luís Carlos de Jesus, de 43 anos, condenado a 21 anos e 6 meses de prisão por tráfico de drogas, foi expulso do Paraguai e entregue às autoridades do Brasil nesta sexta-feira (17), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na linha de fronteira com Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. A transferência ocorreu na sede da Direção de Migrações, após ele permanecer detido por vários dias desde a prisão em operação antidrogas.

A Justiça brasileira impôs a condenação no âmbito de um processo por narcotráfico. A pena, superior a 2 décadas de reclusão, já tinha ordem de cumprimento, o que levou à inclusão do nome do homem em bases de dados de procurados. A checagem feita pelas forças de segurança confirmou a situação judicial pendente.

Luis Carlos foi preso no dia 11 de abril, durante uma série de ações contra o comércio ilegal de drogas realizadas no bairro General Genes, em Pedro Juan Caballero. Equipes do Departamento Antinarcóticos faziam diligências na região quando abordaram o estrangeiro. A identificação revelou a ordem de captura em aberto expedida no Brasil.

Após a confirmação, o Ministério Público do Paraguai solicitou a expulsão do brasileiro, medida prevista para estrangeiros com pendências criminais fora do país. A decisão evitou a abertura de um novo processo local e permitiu a transferência direta para cumprimento da pena no país de origem.

Durante os dias em que permaneceu detido, o homem ficou sob custódia em unidade policial da cidade. As autoridades aguardaram a tramitação administrativa e a articulação entre os órgãos envolvidos para viabilizar a entrega formal.

A expulsão foi executada pela Direção Nacional de Migrações, com apoio de outras instituições que atuam na região de fronteira. A entrega ocorreu de forma oficial a agentes brasileiros, responsáveis por conduzir o condenado ao sistema prisional.

Participaram do procedimento representantes do Ministério Público, da Direção de Migrações, do Comando Bipartito e do consulado do Brasil.