Angélica: Nova vacina contra 20 tipos de bactérias chega ao município

ASSESSORIA


O município de Angélica recebeu, nesta quinta-feira (11), as primeiras 35 doses da Pneumo 20, nova vacina incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) para reforçar a proteção contra doenças graves causadas pelo pneumococo, bactéria responsável por infecções como pneumonia, meningite e otite.

O lote chegou à Rede de Frio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e será distribuído para as salas de vacinação. A previsão é que a aplicação das doses tenha início em 15 de junho de 2026, em todas as unidades de saúde do município.

“A Pneumo 20 amplia significativamente a proteção oferecida à população e fortalece a prevenção contra doenças que ainda provocam hospitalizações e mortes, especialmente entre crianças”, destaca a Secretaria Municipal de Saúde.

Novo esquema vacinal

O novo esquema prevê:

* 1 dose da Pneumo 20 aos 2 meses de idade;
* 1 dose da Pneumo 10 aos 4 meses;
* 1 dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses.

Após o término dos estoques da Pneumo 10, o calendário passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20.

Quem poderá receber a vacina

Inicialmente, a vacina será aplicada em crianças menores de cinco anos. Também estarão contemplados outros grupos prioritários, como:

* Povos indígenas;
* Idosos acamados ou residentes em instituições de longa permanência;
* Pessoas com condições de saúde específicas atendidas pelos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs).

A Secretaria Municipal de Saúde também está promovendo orientações e treinamentos para os profissionais que atuarão na aplicação das doses. A distribuição será realizada de forma proporcional entre as Estratégias de Saúde da Família (ESF), seguindo os critérios do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Expectativa de redução dos casos

Desde a inclusão da vacina contra o pneumococo no calendário nacional, em 2010, o Brasil registrou uma importante redução dos casos mais graves da doença, especialmente entre crianças.

Com a chegada da Pneumo 20, a expectativa é ampliar ainda mais essa proteção, reduzindo internações e mortes causadas por infecções respiratórias e fortalecendo a cobertura vacinal gratuita oferecida pelo SUS.