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MS chega a 29 mortes por chikungunya após 1º óbito confirmado em Corumbá
Mulher de 62 anos morreu após internação em UTI; município reforça ações de vigilância e combate ao mosquito
JHEFFERSON GAMARRA / CAMPO GRANDE NEWS

A Prefeitura de Corumbá, cidade a 422 quilômetros de Campo Grande, confirmou a primeira morte por chikungunya em 2026 com confirmação laboratorial registrada no município. A vítima é uma mulher de 62 anos, moradora do bairro Loteamento Pantanal, que morreu no último dia 28 de julho após permanecer internada em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
O caso foi notificado à vigilância epidemiológica em 16 de julho. Inicialmente, a paciente recebeu atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e, devido ao agravamento do quadro clínico, precisou ser internada. O diagnóstico de chikungunya foi confirmado por exame de PCR, cujo laudo foi liberado em 23 de julho.
Mesmo antes da confirmação laboratorial, a Secretaria Municipal de Saúde informou que adotou as medidas previstas nos protocolos de vigilância. Equipes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) realizaram o bloqueio vetorial na região onde a paciente morava no dia 20 de julho, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão do vírus por meio do combate ao mosquito Aedes aegypti.
A confirmação do primeiro óbito por chikungunya em Corumbá eleva para 29 o número de mortes registradas pela doença em Mato Grosso do Sul em 2026. Até então, segundo o boletim mais recente da SES (Secretaria Estadual de Saúde), haviam sido contabilizados 28 óbitos em Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque. Com o novo registro, Corumbá passa a integrar a lista de municípios com mortes confirmadas pela doença neste ano.
A confirmação amplia a preocupação com o avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul. Nas últimas semanas, o Estado já havia registrado o maior número de mortes pela doença desde o início da série histórica. Até o balanço mais recente da SES (Secretaria Estadual de Saúde), divulgado em julho, Mato Grosso do Sul já havia ultrapassado o total de óbitos registrados entre 2015 e 2025, concentrando a maior parte das mortes em Dourados, município que enfrentou uma epidemia no primeiro semestre deste ano.
Em Corumbá, a Secretaria Municipal de Saúde informou que manterá as ações de vigilância epidemiológica, controle vetorial e monitoramento da situação para evitar novos casos. As equipes continuam executando inspeções em imóveis, bloqueios vetoriais e demais protocolos previstos sempre que há notificação de casos suspeitos.
A pasta também reforçou as orientações à população para eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da chikungunya, da dengue e da zika. Entre as recomendações estão manter caixas d'água devidamente fechadas, eliminar recipientes que possam acumular água parada e permitir o acesso das equipes de combate às endemias durante as inspeções.
Além das medidas preventivas, a Secretaria orienta que moradores procurem atendimento médico logo nos primeiros sintomas da doença, especialmente em casos de febre, dores intensas nas articulações, dores musculares, dor de cabeça, náuseas ou vômitos. Segundo o município, o acompanhamento epidemiológico continuará sendo realizado para identificar novos casos e adotar rapidamente as medidas de controle necessárias.






