Homem é preso suspeito de envolvimento em sequestro de bebê na Capital

A captura ocorreu neste sábado (8), durante diligência do Garras em apoio à investigação conduzida pela DEPCA

BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS


Alerta sobre o desaparecimento da bebê, disparado automaticamente em celulares de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (Foto: Clara Farias)

Homem que não teve o nome divulgado foi preso neste sábado (8), suspeito de envolvimento no sequestro de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, recém-nascida que desapareceu aos 28 dias, em Campo Grande. A captura ocorreu em uma casa no Bairro Universitário.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, o suspeito foi localizado e preso por uma equipe do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que presta apoio à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), responsável pela investigação do caso.

Após a prisão, o homem foi levado para a DEPCA, onde a investigação está concentrada.

As equipes estão em diligências desde ontem. Nesta manhã, foi montada uma operação e desde as 6h, os policiais estiveram em diversos endereços.

O homem preso é o proprietário da casa que teria sido emprestada a um conhecido para esconder a criança. A mãe e a irmã dele, que estiveram na delegacia, afirmaram que ele não tem envolvimento com o sequestro de Ayla. Segundo elas, o homem conhece o suspeito, mas não sabia para qual finalidade o imóvel seria utilizado.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou a identidade do suspeito. Outros detalhes sobre as circunstâncias da prisão também não foram disponibilizados.

Entenda - Ayla é procurada desde quinta-feira, quando foi vista pela última vez pela família. A ocorrência sobre o desaparecimento foi registrada na manhã de sexta-feira (7).

Desde o início das investigações, familiares foram ouvidos na DEPCA e equipes policiais realizaram diligências a partir das informações apresentadas durante os depoimentos. Diferentes versões sobre as circunstâncias do desaparecimento surgiram ao longo da apuração, mas a Polícia Civil ainda não divulgou uma reconstrução completa da dinâmica do caso.

Segundo relato dado anteriormente pela mãe de Ayla, uma adolescente de 17 anos, ela teria sido atraída até uma casa após receber uma proposta de R$ 100 para cuidar de outro bebê. A jovem afirmou que foi ao endereço acompanhada da irmã, de 12 anos, e levou Ayla.

Conforme a versão apresentada pela adolescente, ela e a irmã teriam sido rendidas no imóvel e mantidas contra a vontade. A mãe afirmou ainda que, durante o período em que esteve no local, percebeu que o objetivo dos envolvidos seria ficar com sua filha.

A recém-nascida também passou a ser procurada por meio do Alerta Amber Brasil, sistema utilizado para ampliar a divulgação de desaparecimentos de crianças e adolescentes considerados de alto risco.

A Polícia Civil segue com as investigações para localizar Ayla e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.