Epidemia de chikungunya avança e cidade tem 46 pessoas internadas

Cinquenta agentes de combate a endemias e 40 militares do Exército vão reforçar ações nas aldeias

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Agentes da Força Nacional do SUS conversam com moradora da reserva (Foto: Edjalma Borges/Ascom MS)

A epidemia de chikungunya continua avançando no município de Dourados. Mesmo com o reforço das ações na reserva indígena e nos bairros por parte das equipes da prefeitura, do Dsei (Distrito de Saúde Especial Indígena) e da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde), os casos positivos aumentam dia a dia.

O Relatório Epidemiológico Diário da Secretaria Municipal de Saúde divulgado nesta segunda-feira (6) mostra que há 46 internações de casos confirmados e suspeitos.

São 24 pacientes no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), 6 no Hospital Porta da Esperança, 4 no Hospital da Cassems, 6 no Hospital Regional, 3 no Hospital da Unimed, 1 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico.

O número de casos prováveis saltou para 3.218, somando os 1.387 confirmados e os 1.831 que estão em investigação. Das 3.746 notificações feitas até agora, 528 foram descartadas.

Cinco pessoas morreram em Dourados em decorrência da chikungunya entre fevereiro e março. Os óbitos de um adolescente de 12 anos e de um homem de 55 anos continuam em investigação por suspeita da doença. Assim como os outros mortos, eles moravam na reserva indígena.

O relatório diário mostra que as aldeias Bororó e Jaguapiru seguem como o epicentro da chikungunya. São 1.608 casos prováveis (1.115 confirmados e 493 em investigação).

A tabela de notificações geradas a partir das unidades básicas de saúde do município de Dourados mostra que o número de pacientes teve aumento em 23 de março e dessa data em diante a média é de 449,7 atendimentos diários, enquanto nos dias anteriores a média era de 302.