Dois são presos no MS durante operação que mira esquema de produção e distribuição de drogas no PR

A organização criminosa era responsável por coordenar a produção, transporte, armazenamento, distribuição e movimentação financeira dos recursos oriundos do tráfico de drogas para diversas regiões do país

IVI NOTíCIAS/MIDIAMAX


A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Paraná. (Reprodução, PCPR)

Duas pessoas foram presas em flagrante no Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (24) durante uma operação da Polícia Civil do Paraná que visa desarticular um esquema criminoso envolvido na produção e distribuição de drogas. Coronel Sapucaia, Tacuru, Naviraí e Itaquirai estão entre os alvos da operação.

As investigações tiveram início há cerca de três anos, após uma apreensão realizada pela polícia do Paraná em conjunto com a Receita Federal. Na ocasião, foram encontradas aproximadamente 1,1 tonelada de entorpecentes em uma transportada em Maringá (PR).

Assim, após as diligências, verificou-se a existência de uma estrutura criminosa responsável por coordenar a produção, transporte, armazenamento, distribuição e movimentação financeira dos recursos oriundos do tráfico de drogas para diversas regiões do país.

Segundo a polícia paranaense, 27 pessoas foram presas durante a operação. Isso porque, as investigações apontam que a organização utilizava cidades do Paraná como base para o tráfico interestadual e que estava envolvida também na produção, compra, armazenamento e transporte de drogas.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas em Coronel Sapucaia, Tacuru, Naviraí, Itaquirai. Já no PR, estão as cidades: Loanda, Nova Londrina, Querência do Norte, Icaraíma, Cruzeiro do Oeste, Porto São José, Londrina e Pato Bragado. Já em São Paulo é a capital, Mogi Mirim e Botucatu e também Ceará-Mirim e Mossoró no Rio Grande do Norte.

No MS, durante a operação, duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas. Além dos entorpecentes, foram apreendidos R$ 30 mil e 10 mil guaranis em espécie em dois endereços.

Foi determinado também o bloqueio de contas bancárias de investigados apontados como integrantes dos núcleos de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro da organização criminosa. A medida tem como objetivo interromper o fluxo financeiro, impedir a movimentação de valores provenientes das atividades ilícitas e descapitalizar a organização criminosa.

Fornecedores e produção em MS

Conforme a Polícia Civil do Paraná, a organização mantinha fornecedores e áreas de produção de entorpecentes no MS, responsáveis pelo abastecimento da rede criminosa. Foram identificados indivíduos encarregados da preparação de veículos com compartimentos ocultos utilizados para o transporte da droga.

Ainda, havia pessoas responsáveis pela travessia dos entorpecentes para o solo paranaense através do Rio Paraná, especialmente na região do Icaraíma. Após a travessia, os carregamentos eram armazenados em entrepostos localizados principalmente nas cidades de Icaraíma e Loanda, de onde seguiam para diversos estados brasileiros.

Também foram identificados integrantes encarregados da distribuição local e da coordenação do envio dos entorpecentes para outras unidades da federação, utilizando caminhões, veículos de passeio e até linhas regulares de ônibus.

Financeiro

A PCPR apurou ainda que o grupo mantinha um núcleo financeiro responsável pela movimentação e ocultação dos valores provenientes do tráfico.

Determinados membros do grupo integravam um esquema de lavagem de dinheiro disponibilizando contas bancárias para o trânsito de recursos ilícitos. Segundo apurado, essas contas eram utilizadas para o recebimento de valores oriundos da comercialização de entorpecentes e para a realização de pagamentos a fornecedores de drogas e demais integrantes da estrutura criminosa.

Além disso, interpostas pessoas e empresas desempenhariam papel fundamental na movimentação financeira da organização, viabilizando o recebimento de valores provenientes da comercialização de entorpecentes e o pagamento de fornecedores, contribuindo para a lavagem dos ativos criminosos.

Com a conclusão da operação, os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.