Bebê sequestrada em Campo Grande é encontrada no Paraguai; casal de brasileiros foi preso

Ayla Emanuelly foi sequestrada na quinta-feira

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Reprodução/Ponta Porã News

A recém-nascida Ayla Emanuelly, de 28 dias, que estava desaparecida desde quinta-feira (6), em Campo Grande, foi localizada na madrugada deste domingo (9) em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Um casal de brasileiros que estava com a bebê foi preso durante uma operação conjunta entre autoridades dos dois países.

A menina foi encontrada em uma residência no cruzamento das ruas Alejo García e Coronel Martínez, no bairro Virgen de Caacupé. Policiais do Comando Tripartido, com apoio da promotora de Justiça Sandra Cecilia Díaz, cumpriram um mandado de busca no imóvel.

Conforme o site Ponta Porã News, os brasileiros Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa foram presos no local. A bebê estava com eles.

Segundo as autoridades paraguaias, a localização de Ayla foi possível após informações de inteligência compartilhadas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com as forças de segurança do Paraguai, dentro do acordo de cooperação policial entre os dois países.

Após ser resgatada, a recém-nascida foi levada ao setor de Emergência do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero. Ela passou por exames e permanece sob observação médica.

Bebê desapareceu após mãe receber proposta para cuidados

Ayla desapareceu na quinta-feira (6), quando tinha apenas 28 dias de vida. A mãe da bebê, de 17 anos, saiu de casa acompanhada da filha e de uma irmã de 13 anos.

Segundo o relato apresentado à polícia, inicialmente a adolescente teria sido atraída até uma residência na região do bairro Universitário após conversar com uma mulher em um grupo de brechó no WhatsApp.

A família relatou inicialmente que a mulher teria oferecido um ensaio fotográfico para a recém-nascida. Posteriormente, conforme o boletim de ocorrência, a mãe contou que recebeu uma proposta de R$ 100 para cuidar da filha da mulher e foi até um endereço acompanhada da irmã.

Ao chegarem ao imóvel, as adolescentes teriam recebido água. A irmã da mãe de Ayla teria adormecido e acordado apenas durante a noite.

Ainda segundo o relato, havia cerca de dez homens na residência. A mãe da bebê afirmou ter sido ameaçada e disse que as duas seriam 'jogadas em um buraco' caso não entregassem a recém-nascida.

As adolescentes teriam sido liberadas por volta da 1h de sexta-feira (7), mas sem Ayla.

Durante as primeiras diligências, policiais estiveram em endereços indicados pelas adolescentes. No entanto, segundo a investigação, elas não conseguiram reconhecer com precisão o imóvel onde afirmavam ter permanecido.

Caso mobilizou forças de segurança

O desaparecimento ganhou repercussão nacional. Na sexta-feira (7), o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou um alerta com a fotografia e os dados da recém-nascida, ampliando as buscas para outros estados e regiões do país.

O caso também passou a integrar as ações nacionais de localização de pessoas desaparecidas. As informações sobre Ayla foram utilizadas ainda no Alerta Amber, mecanismo voltado à divulgação de casos de crianças desaparecidas.

No sábado (8), um homem apontado como suspeito de envolvimento no desaparecimento foi preso durante as diligências em Campo Grande. A suspeita investigada era de que ele teria emprestado uma residência para esconder a bebê.

Em depoimento, entretanto, o homem negou participação no desaparecimento e afirmou apenas conhecer outro suspeito que teria envolvimento no caso.

As buscas em Campo Grande foram conduzidas por equipes da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), com apoio do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros).

Ainda segundo o site, os dois brasileiros presos em Pedro Juan Caballero foram colocados à disposição do Ministério Público paraguaio. Segundo as autoridades locais, eles deverão passar por um processo de expulsão do Paraguai para responder pelos crimes perante a Justiça brasileira.

A custódia e a proteção de Ayla ficaram sob responsabilidade das instituições competentes no Paraguai, enquanto são adotadas as providências para o retorno da criança ao Brasil.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deve continuar investigando o caso para esclarecer como a bebê foi retirada de Campo Grande, quem participou do desaparecimento e quais foram as circunstâncias que levaram Ayla até o Paraguai.