Operação do Paraguai e Brasil mira roças de maconha em áreas de preservação

A 57ª edição da Nova Aliança ocorre nos departamentos de Canindeyú e Caaguazú

IVI NOTíCIAS/CAMPO GRANDE NEWS


Helicóptero pousa em área de cultivo de maconha na linha internacional entre Paraguai e MS (Foto: Senad)

A Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai e a Polícia Federal brasileira iniciaram mais uma etapa da Operação Nova Aliança, para combater lavouras de maconha na linha internacional entre o território paraguaio e Mato Grosso do Sul.

A 57ª edição da ação, considerada a maior investida permanente de erradicação de cultivos de entorpecentes do mundo, está concentrada em vastas áreas de preservação ambiental na Reserva Natural do Bosque Mbaracayú e na Reserva Natural Morombí, nos departamentos de Canindeyú e Caaguazú.

Com apoio de helicópteros da Polícia Federal e da Força Aérea do Paraguai, equipes terrestres cortaram e queimaram milhares de pés de maconha em fase de crescimento e destruíram volumes da droga picada que estavam sendo secados ao sol. Os cultivos foram feitos em áreas desmatadas pelos traficantes no interior das reservas naturais.

Nesta segunda-feira (24), a assessoria de comunicação da Senad informou que nos primeiros dias da operação foram destruídos 24 acampamentos e centros de produção desmantelados. As ações também erradicaram 145 hectares de lavouras, que produziriam pelo menos 435 toneladas da droga pronta para o consumo. Outros 1.170 quilos de maconha pronta para o consumo também foram incinerados.

A Senad estimou em US$ 65 milhões o prejuízo causado às organizações criminosas que controlam a produção do entorpecente na fronteira. A operação continua ao longo desta semana.