MS
Mercado já absorveu 91% da soja e 51% do milho produzido em MS
Venda supera em 1,5 ponto percentual o volume registrado no ano passado
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS

Mato Grosso do Sul chegou ao fim de setembro com 91% da safra 2025/2026 de soja comercializada, enquanto as vendas do milho da segunda safra alcançaram 51%. Os percentuais calculados pela Granos Corretora mostram diferença de 40 pontos percentuais no ritmo de negociação das duas culturas no Estado.
Na soja, a parcela já negociada está 1,5 ponto percentual acima da registrada no mesmo período do ano passado para a safra 2024/2025. A saca de 60 quilos encerrou o dia 28 cotada, em média, a R$ 146,06 em Mato Grosso do Sul, queda de 0,55% em uma semana. Ainda assim, o valor médio entre os dias 21 e 28 de setembro ficou em R$ 146,14, alta nominal de 18,15% diante dos R$ 123,69 observados no intervalo equivalente de 2025.
Campo Grande fechou o período com a soja a R$ 148 por saca, mesmo valor de Dourados. Maracaju registrou R$ 147 e Ponta Porã, R$ 146. A maior queda semanal ocorreu em São Gabriel do Oeste, onde a cotação passou de R$ 149 para R$ 145, recuo de 2,68%.
O milho apresenta cenário diferente nas vendas. Os produtores haviam comercializado 51% da segunda safra até o dia 28, percentual 2 pontos abaixo do verificado em igual momento de 2025. A cotação estadual terminou a semana em R$ 55 por saca, avanço de 0,30% entre os dias 21 e 28 de setembro. A média do período, de R$ 55,08, superou em 7,61% os R$ 51,19 registrados um ano antes.
Entre os municípios pesquisados, o milho chegou a R$ 56 por saca em Chapadão do Sul e Dourados. Maracaju e São Gabriel do Oeste fecharam em R$ 55, enquanto Campo Grande e Sidrolândia registraram R$ 54. Chapadão teve a maior valorização no intervalo analisado, de 1,82%.
O boletim não aponta uma causa específica para a diferença de 40 pontos percentuais entre o volume vendido das duas culturas. O levantamento ressalta que as cotações disponíveis no mercado não significam necessariamente que toda a produção esteja sendo negociada nesses valores, porque as vendas ocorrem gradualmente ao longo da safra.
Longo prazo - No mercado futuro, a semana foi de queda para as duas commodities. Em Chicago, todos os contratos de soja acompanhados recuaram, com perdas entre 2,87% e 3,05%. O vencimento de novembro fechou a US$ 12,97 por bushel, enquanto janeiro de 2027 terminou a US$ 13,12.
Os contratos futuros de milho também recuaram na B3. O vencimento de janeiro de 2027 caiu 2,67%, para R$ 78,60 por saca, enquanto março terminou a R$ 81,02, redução de 1,40%. Em Chicago, as perdas variaram de 3,19% a 3,68% entre os contratos analisados pelo levantamento.






