Após impasse judicial, campanha registra canal de WhatsApp 'Exército do Lula' no TSE

Com a medida, publicações feitas na plataforma de mensagens podem ser atribuídas à campanha do candidato à reeleição. Registro atende a uma determinação de Nunes Marques.

G1 / MáRCIO FALCãO, GUSTAVO GARCIA


Dep. André Janones (AVANTE - MG) — Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta terça-feira (13) o registro do canal 'Exército do Lula' no Tribunal Superior Eleitoral.

Coordenado pelo deputado André Janones, o grupo de mensagens conta com mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar conteúdos com apoiadores.

A campanha de Flávio Bolsonaro questionou a ferramenta na Justiça. O presidente do TSE determinou a regularização e suspensão das atividades do canal.

Com o registro oficial concluído, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens veiculadas na plataforma.

A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como "Exército do Lula" no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

🔎Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Na decisão, Nunes Marques apontou que a legislação eleitoral estabelece que canais já existentes antes da formalização à Justiça Eleitoral, caso do "Exército do Lula", só podem ser utilizados na campanha após o prazo de 48 horas contado a partir registro .

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.