Campeão olímpico de vôlei, Pampa morre aos 59 anos em SP

Ex-jogador foi medalhista de ouro com a seleção brasileira nas Olimpíadas de 1992; ele estava internado na Beneficência Portuguesa em São Paulo para tratar Linfoma de Hodgkin.

G1 / PAOLA PATRIARCA


Pampa exibindo sua medalha olímpica, em julho de 1999 — Foto: GLIBERTO LIMA/ESTADÃO CONTEÚDO

O campeão olímpico de vôlei André Felippe Falbo Ferreira, o Pampa, morreu nesta sexta-feira (7), em São Paulo, aos 59 anos. A informação foi divulgada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) em uma nota de pesar.

"Pampa era um jogador de extremo talento e fez parte da geração que levou o vôlei brasileiro pela primeira vez ao alto do pódio olímpico. Será para sempre referência. É um dia muito triste para todo o voleibol brasileiro', afirmou o presidente da confederação, Radamés Lattari, em nota.

"A CBV se solidariza com a família e os amigos deste grande jogador, que escreveu seu nome para sempre na história do esporte mundial", ressaltou Radamés.

Pampa estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa, no Centro da capital, desde abril deste ano, quando foi transferido de um hospital de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro.

Desde o início do ano, o ex-jogador fazia tratamento contra o Linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se origina no sistema linfático, que é conjunto de órgãos e tecidos espalhados pelo corpo.

Ainda não há informação sobre velório e enterro.

Repercussão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do ex-jogador.

"Campeão Olímpico da nossa geração de ouro do vôlei, André Felippe Falbo Ferreira, o Pampa, nos deixou nesta sexta-feira (7/6), após luta contra o câncer. Pernambucano de Recife, o ex-jogador já tinha feito parte da grande seleção que defendeu o Brasil em Seul, em 1988, plantando as sementes para o ouro olímpico de 1992, em Barcelona. Ele também brilhou no time brasileiro no vice-campeonato dos Jogos Panamericanos em 1991 e na conquista da Liga Mundial em 1993. Ao deixar as quadras, continuou ligado ao esporte em funções públicas. Meus sentimentos à esposa, Paula, suas duas filhas e aos fãs de voleibol", diz a nota.

O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley, também lamentou a morte de Pampa em nota de pesar.

“Pampa é uma referência do voleibol brasileiro e sempre vestiu a camisa da seleção com muita garra e talento. A conhecida geração de ouro do nosso vôlei perde um de seus grandes integrantes, mas o legado do Pampa no vôlei vai permanecer para sempre inspirando outras gerações', afirmou Paulo.

Outros atletas também publicaram nas redes sociais sobre a morte de Pampa e prestaram homenagens.

"Hoje morreu uma parte desse time de meninos de ouro do Brasil. Você era um dos mais engraçados. Todo dia você estava feliz, brincando, agradeço a Deus por ter sido seu amigo, seu parceiro, ter pegado sua amada filha no colo (Rafinha) e ainda ter jogado ao lado de um dos caras que eu vi bater mais quente numa bola, obrigado por todo seu esforço, todo seu coração maravilhoso, e que Papai do Céu te receba como um verdadeiro campeão olímpico. Te amo. Luto. Que dor!", escreveu o campeão olímpico de vôlei Tande.

"Meu amigo, parceiro de quadras. Nunca irei te esquecer, Deus o receberá com amor", escreveu o ex-jogador de vôlei Maurício.

Bruninho, atual jogador da seleção de vôlei, também lamentou a morte de Pampa nas redes sociais. "Descanse em paz, ídolo", escreveu.

Carreira

Pampa é o apelido de André Felippe Falbo Ferreira, pernambucano nascido em Recife. Sua primeira olimpíada foi em Seul, na Coreia do Sul, em 1988. Na época, a seleção brasileira ficou em quarto lugar.

Quatro anos depois, o atleta foi medalha de ouro nos Jogos de Barcelona, primeiro título olímpico do vôlei brasileiro.

Pampa também conquistou a Liga Mundial de 1993 e foi prata nos Jogos Pan-Americanos de 1991 com a seleção brasileira.

Com a aposentadoria, dedicou-se à política e à administração pública.